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Melhores práticas para coleta de óleos lubrificantes

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A análise do óleo lubrificante aplicado no maquinário é extremamente importante: além de indicar a hora certa da troca de óleo na indústria, ela também pode revelar desgastes, inadequações ambientais e até condições de trabalho inapropriadas de um equipamento. Um investimento relativamente barato que pode prevenir surpresas desagradáveis com quebras e acidentes.

Mas, para garantir uma análise certeira, existe uma etapa que não pode ser negligenciada: a coleta das amostras de óleo. Só é possível ter precisão no laboratório com uma amostra adequada. Neste artigo, explicamos melhor as melhores práticas e cuidados na amostragem de óleo na indústria. Boa leitura!

Qual a importância da coleta de amostras de óleo na indústria?

A coleta de amostras de óleo é a primeira etapa de um processo de alto impacto. Imprecisões na amostragem resultam em imprecisões na análise do laboratório, que consequentemente podem causar desacertos na manutenção e na tomada de decisões da liderança, gerando prejuízos e riscos potenciais para todos.

Com uma amostra de óleo bem representativa e coletada com o método correto, é possível enxergar muito sobre a operação do equipamento: fragmentos de metais podem identificar desgastes em peças específicas e, dependendo da quantidade e do material encontrado, danos que requerem atenção imediata.

Já outros tipos de impureza são capazes de revelar contaminações ambientais que podem ou não prejudicar o funcionamento do maquinário, sugerindo que uma mudança de local ou uma adequação no ambiente são necessárias. E, claro, a amostra é essencial para saber a hora certa da troca de óleo na indústria, além de muitas outras informações técnicas relevantes.

Como a coleta de amostras de óleo deve ser feita?

Como qualquer procedimento técnico na indústria, a coleta de amostras de óleo deve ser feita com método, seriedade e um conjunto de ferramentas e suprimentos adequados. Até a pureza dos recipientes em que o óleo será armazenado é importante — garrafinhas de plástico reaproveitadas jamais devem ser utilizadas. 

A melhor prática é adquirir recipientes próprios para armazenamento das amostras, feitos de materiais que não vão contaminar o óleo. Além disso, eles precisam ser identificados com etiquetas que informem a data da coleta, o local e outras informações notáveis.

A melhor amostra possível é aquela que é representativa: ou seja, conta com as mesmas proporções constitutivas do óleo que é aplicado na máquina como um todo. Por isso, faz diferença o local onde ela é coletada no equipamento.

Muitos fabricantes indicam pontos de amostragem no maquinário, como drenos ou válvulas próximas às “zonas vivas”, onde há mais turbulência e o óleo está agitado. Amostras em reservatórios também podem ser coletadas, com hastes adequadas para isso. Caso os pontos de coleta não tenham sido sugeridos pelo fabricante, é crucial que o time de manutenção defina quais serão eles: pegar amostras de locais diferentes em cada coleta pode prejudicar análises comparativas de longo prazo.

Independentemente do ponto de amostragem definido, na hora da coleta é sugerido descartar a primeira e, em alguns casos, até a segunda amostra. Drenos e reservatórios podem acumular mais sujeira que o usual e não serão uma representação adequada do óleo que está, de fato, circulando no maquinário.

Existem algumas máquinas que permitem a coleta de óleo em pontos específicos sem que seja necessário o seu desligamento, mas a regra é de que o procedimento deve ser feito em até 30 minutos após a parada da máquina, com o óleo ainda quente.

A operação das bombas de coleta é relativamente simples. Mas, ainda assim, usar a técnica certa para evitar a contaminação externa faz a diferença. Quanto for coletar óleo de um dreno, por exemplo, a válvula só deve ser feita após a coleta, para evitar que o desgaste natural do aperto da válvula contamine a amostra.

Uma vez coletadas e armazenadas no recipiente adequado, as amostras precisam ser etiquetadas com as informações corretas e acondicionadas longe da umidade e do sol, além de qualquer fonte de calor ou frio que possa alterar suas propriedades químicas. 

Se forem acomodadas em uma caixa, tome cuidado para que fiquem bem ajustadas, sem folgas que possam facilitar o tombamento de algum recipiente e jamais deixe as amostras invertidas, de cabeça para baixo, com a tampa virada para o chão.

As amostras devem ser enviadas o mais rápido possível para o laboratório, para que as análises sejam feitas em condições próximas do campo. A melhor prática é que sejam levadas ao laboratório logo após a coleta.

Quais as tecnologias adequadas para análise de óleos lubrificantes?

Os equipamentos e técnicas utilizadas para a análise dos óleos lubrificantes podem variar drasticamente de acordo com o maquinário, o tipo de óleo utilizado e até as condições de trabalho em que ambos são submetidos.

Como já foi dito, é muito importante que a amostra seja coletada a partir de boas práticas, para que seja representativa. Mas, além disso, também se deve considerar que quanto mais tempo levar para amostra chegar até o laboratório e passar pelos primeiros testes, mais imprecisos serão os resultados.

Por isso, entre as várias tecnologias para analisar os lubrificantes coletados, um tipo de ferramenta que pode fazer a diferença são os analisadores de óleo de pequeno porte, que podem ser levados para o campo e permitem análises com qualidade laboratorial logo após a coleta, ainda em campo.

Times de manutenção com procedimentos avançados usualmente empregam esse tipo de conjunto de ferramentas para ter laudos rápidos e, com isso, tomar decisões ágeis e muito precisas. 

Quanto mais testes forem possíveis em campo, melhor. Outra característica desejável é a possibilidade de realização de retestes imediatos, para checar dúvidas ou tirar a prova em relação às eventuais imprecisões.

E agora que você já sabe como realizar coleta de óleo na indústria com o máximo de precisão e conhece algumas das tecnologias importantes para a análise dos lubrificantes, que tal aproveitar o embalo para assinar a nossa newsletter e ficar por dentro de mais conteúdos sobre manutenção industrial?

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